Setor de transporte registra inflação abaixo do indicador geral em 2024, mesmo com aumento de preços

Setor de transporte registra inflação abaixo do indicador geral em 2024, mesmo com aumento de preços

22 de janeiro, 2025

A primeira edição do Boletim de Conjuntura Econômica de 2025 atualiza o transportador sobre os principais indicadores econômicos do Brasil e seus impactos para o setor

A inflação de 2024 – medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – ficou em 4,83%, superando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (4,50%). O resultado também foi maior que o registrado em 2023, quando o índice acumulou alta de 4,62%. No grupo de transportes, o índice anual foi de 3,30%, abaixo da média geral, mas com variações significativas em itens específicos. É o que revela a primeira edição de 2025 do Boletim de Conjuntura Econômica, publicado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).

Entre os 377 itens considerados para o cálculo do IPCA, a gasolina foi o item que teve maior impacto sobre a inflação no ano. Além do aumento de 9,71% nos preços da gasolina, os transportadores observaram elevação nas tarifas de pedágio (4,10%), do etanol (17,58%) e do gás veicular (7,66%). Em contrapartida, os custos com pneus e óleos lubrificantes apresentaram queda no ano de -2,07% e -0,53%, respectivamente.

De acordo com a publicação da CNT, a reação do Copom (Comitê de POLíTICA Monetária) para o controle da inflação foi mais uma elevação da meta da taxa básica de juros – a Selic. No início de dezembro, o Comitê ajustou de 11,25% ao ano para 12,25%. Segundo Fernanda Schwantes, gerente executiva de Economia da CNT, o mercado financeiro tem projetado aumento da inflação em 2025 e uma política monetária ainda mais restritiva, com a Selic em 15% ao ano. “O processo inflacionário e a medida do antídoto preocupam o setor transportador, pois a Selic baliza as taxas de juros dos financiamentos para as operações dos empresários e para os investimentos em infraestrutura de transporte”, afirma Fernanda.

Transportes aéreo e terrestre em queda

Conforme o boletim da CNT, o volume de serviços do setor transportador, mensurado pela PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) retraiu 2,7% em novembro de 2024. No mês anterior, o transporte alcançou o maior nível de crescimento mensal da série histórica iniciada em 2011.

Todos os segmentos do setor apresentaram diminuição no volume de operações no mês, à exceção do modo aquaviário, que teve crescimento de 0,2%. O destaque negativo foi o transporte aéreo, que registrou uma queda expressiva de 13,7% no volume de serviços em relação a outubro. O transporte terrestre também apresentou retração, embora mais moderada (-0,7%), enquanto o segmento de armazenagem, serviços auxiliares ao transporte e correio teve desempenho praticamente estável, com leve redução de 0,2%.

Na divisão por tipo de serviço, o transporte de passageiros apresentou queda de 3,4% em novembro, enquanto o transporte de cargas recuou 1,4%. Apesar das retrações no mês, ambos os segmentos mantêm desempenho acima dos níveis pré-pandemia: o transporte de passageiros está 34,2% superior a fevereiro de 2020, e o transporte de cargas, 7,9%.

Acesse a íntegra do Boletim de Conjuntura Econômica
 

Fonte - NTC&Logística 

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Tags: #sistemafetranspar #inflação

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