Litoral do Paraná terá novas rodovias de acesso; proposta divide região em três lotes

Litoral do Paraná terá novas rodovias de acesso; proposta divide região em três lotes

05 de fevereiro, 2025

Quatro grandes empresas participaram nesta segunda, 3, da disputa para estudo de implantação de novas rodovias de acesso ao Litoral do Paraná. A sessão de abertura de propostas foi aberta nesta segunda. O certame, coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), avalia as propostas para contratação e elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Socioeconômica, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J) do Complexo Rodoviário no Litoral do Paraná.

Quatro empresas apresentaram propostas de preços e propostas técnicas que agora serão analisadas por agente de contratação da SEIL, atribuindo uma nota para cada proposta de acordo com os critérios do edital. A empresa com a melhor pontuação será solicitada a encaminhar seus documentos de habilitação para análise, a próxima etapa do processo.

Este EVTEA-J vai analisar todos os aspectos prévios à elaboração de um projeto executivo de engenharia com foco na viabilidade da empreitada, devendo ser estudadas várias alternativas possíveis. O objetivo é melhorar o acesso aos portos paranaenses, aos municípios do Litoral, e a integração com a malha viária de Santa Catarina e São Paulo.

O Complexo Rodoviário no Litoral do Paraná será composto por 151 quilômetros de novas rodovias na região, divididas em três trechos:

Trecho 1: segmento norte, entre a BR-277 (Marta) e a BR-116 (Alpino), com a implantação de 55 quilômetros, além de um novo acesso ao Porto de Antonina, com 10 quilômetros de extensão.

Trecho 2: segmento sul, conexão entre a BR-277 (Marta) e a BR-376, na divisa com Santa Catarina, com 62 quilômetros de extensão.

Trecho 3: segmento conectando o Trecho 2 e a PR-508, contornando a parte norte da Baía de Guaratuba, com 24 quilômetros de extensão.

Fases

O EVTEA-J tem duas fases, a preliminar e a executiva. Na fase preliminar são elaborados os Estudos Ambientais, Estudos de Tráfego, Estudos Geológicos/Geotécnicos, Estudos Socioeconômicos e Estudos de Traçado.

Na fase executiva está prevista a Análise Técnica das alternativas analisadas, definição e cálculo dos custos, definição e cálculo dos benefícios, comparação entre benefícios e custos, análises de sensibilidade e socioeconômica de custo-benefício (ACB), análise jurídica e matriz de risco e conclusões e recomendações.

A SEIL ficará responsável por acompanhar todos os trabalhos e fiscalizar a execução do contrato, conforme os critérios estabelecidos em edital e anexos. Quando os estudos estiverem concluídos o Governo do Paraná avaliará, junto com a sociedade, a viabilidade da implementação do complexo ou de parte dele.

Fonte: AEN Foto: Roberto Dziura

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