Após mais de 15 dias parada por falta de autorização especial, carreta retoma viagem no PR
12 de fevereiro, 2025
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) esclareceu na data que para o transporte de cargas com tamanhos superdimensionados e excesso de peso que era imprescindível a obtenção de uma Autorização Especial de Transporte (AET), emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER), item que o veículo de grandes dimensões não possuía.
Para a retomada da viagem, a Transportadora Constancio, empresa terceirizada responsável pelo transporte, providenciou a autorização, que foi aprovada pelo DER. Com o documento e após pagar taxa de R$ 2,5 mil, a carreta de quase 40 metros de comprimento retomou a viagem.
O transformador levado na carreta saiu de Foz do Iguaçu, em 18 de janeiro e levaria cerca de 20 dias para chegar no destino final - em Blumenau, a 880 quilômetros de distância - porque o veículo não pode ultrapassar os 40 Km/h. A nova previsão de chegada é 26 de fevereiro.
O que diz Itaipu
Em nota, a usina de Itaipu informou que o transporte da peça está sendo feito por uma empresa especializada contratada pela Weg, que é responsável pelo conserto em fábrica do equipamento.
A Weg disse que tomou conhecimento da infração cometida pela transportadora e que determinou que providencias fossem tomadas para a regularização.
A Transportadora Constancio Transporte Especiais disse que foram necessários ajustes na documentação e que esse pedido de liberação já foi encaminhado ao DER, que aprovou a documentação e o veículo segue viagem.
O veículo
Segundo a Itaipu, a peça está sendo carregada por um caminhão plataforma de 39 metros de comprimento, três metros de largura e 124 rodas. Outro caminhão também é usado como contrapeso para auxiliar nas manobras e foi engatado na parte traseira do veículo principal.
Antes do transformador, 32 mil litros de óleo usados no equipamento e duas carretas com peças como trocador de calor, buchas, bombas e válvulas, já tinham sido levadas para a fábrica em Blumenau.
O superintendente de manutenção da Itaipu, Marco Aurélio Siqueira Mauro, explicou que a peça precisa passar pela manutenção fora da usina por conta de cuidados específicos.
“A execução do serviço na fábrica, fora da usina, deve-se ao fato de os procedimentos de desmontagem e montagem do transformador serem complexos e exigem uma grande estrutura e mão de obra especializada. Além disso, existem ensaios elétricos específicos que serão realizados no transformador, após a montagem, que não são exequíveis na usina”, detalhou o superintendente.
Fonte: G1 Foto: Reprodução RPC